Mostrando postagens com marcador História da moda. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador História da moda. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

e a Moda se divide em antes de 60 e depois de 60




A Década de 60 foi marcada por movimentos sociais, maior pedido de Liberdade de expressão e avanços na ciência e na tecnologia, foi nessa década que o primeiro homem chega a Lua e  as armas nucleares começam a fazer cada vez mais medo.
com o final dos anos 50 os jovens ganham maior percepção de assuntos políticos e sociais.
Os anos 60 foi um divisor de águas na História da moda do século XX, foi aonde os jovens dessa década conseguiram encontra alguma voz e dizer que queria Liberdade, Liberdade de expressão, Liberdade sexual e Liberdade de ir e vir."Os jovens que queriam aproveitar o hoje fizeram história e marcaram para sempre o mercado da moda."



Quando se fala em moda sessentista masculina pensamos em um conflito ou melhor uma combinação entre as jaquetas de couro estilo motoqueiro, as botas ou coturnos e as calças jeans bem justinhas, referente aos operários e  s roupas de alfaiates como paletós, gravatas e calças de alfaiataria ajustadas . A moda masculina sofreu muita influência de bandas como Beatles, The Who e The Doors, música e moda sempre de mãos dadas exatamente como ainda ocorre nos dias de hoje.
A onda Beat estava se iniciando desde o fim de 50. Os jovens Beats com suas roupas pretas,boinas e cabelos longos e lisos, buscavam uma vida anti-materialista e Liberal como por exemplo William Burroughs.



Na Inglaterra mais especificamente em Londres nasce o movimento Mod aonde já falei deles AQUI. Garotos da classe média de Londres que frequentavam pubs da cidade inglesa e andavam de Lambrettas . “Mods”, como eram chamados os seguidores do movimento modernista, ficava na rua Carnaby Street, no bairro de Soho, onde se localizavam boutiques super independentes como a de Andre Courreges.. Os Mods adoravam Jazz moderno o Soul e bandas como The Who, The Yardbirds e The Creation, sendo a maioria de famílias de comerciantes de tecidos eram  muito ligados a tendências de moda, vestiam ternos italianos justos em tons de cinza, jeans Levi´s, suspensórios,óculos estilo Wafarer e gravatas que as vezes eram de cores como amarelo e vermelho. "Conscientes desse novo mercado consumidor (os jovens) e de sua voracidade, as empresas criaram produtos específicos para os jovens, que, pela primeira vez, tiveram sua própria moda, não mais derivada dos mais velhos. Aliás, a moda era não seguir a moda, o que representava claramente um sinal de liberdade, o grande desejo da juventude da época."

Um grande marco dessa década foi os anos de 68 com movimentos jovens por todo o mundo Estados Unidos e a onda Hippie contra a Guerra do Vietnã, Brasil e a Tropicália contra a "opressão" da Ditadura, França e o Movimento Estudantil por maior Liberdade e o ano  de 69 e o grande em julho de 1969, com um grande show de rock, o "Woodstock Music & amp Art Fair", em agosto do mesmo ano, que reuniu cerca de 500 mil pessoas em três dias de amor, música, sexo e drogas.





terça-feira, 7 de janeiro de 2014

A moda como um meio de comunicação?




Desde sua ascensão a moda foi tratada como arte ou ainda como simplesmente um mercado em potencial no tão maravilhoso mundo capitalista, mas, a moda vai além disso, ela também se trata de interação entre pessoas e culturas. "Para entender a moda é necessário, pois,tentar compreender a linguagem que a constitui como tal"(Svendsen) Um blazer passa uma imagem mais seria? uma sandália algo mais despojado? na verdade eu ainda não sei ao certo, depois de tantas mudanças no cenário da indumentária ao longo das ultimas décadas um blazer pode-se referir ao comportamento mais sério e conservador ou pode simplesmente dizer sobre o estilo e a atitude de um homem, uma sandália pode passar uma expressão de despojado mais pode também passar a imagem de alguém que não precisa está todo "engomadinho" para o trabalho que ele executa.
Mais ainda tiramos conclusões das pessoas baseado em suas roupas. Um assunto que vem tomando cada vez proporções maiores na moda masculina é o uso de saias pelos homens, sempre me deparo com debates do tipo " homens podem usar roupas femininas e tudo bem?" e a opinião é sempre dividida. O fato é que a calça já está tanto tempo por ai ou nem tanto tempo assim, mas ela já transmitiu a imagem de Masculinidade e a saia perdeu esse posto no mundo ocidental.
O certo é que as roupas comunicam algo, mas não algo que possa chamar de linguagem. A linguagem tem o poder de se comunicar diretamente e com uma única afirmação e as roupas passam  algum tipo de comunicação porém sendo a indumentaria um circulo que está em constante mudança as roupas transmitem um significado quase tênue e instável.Um exemplo dessas instabilidade das roupas é dada por Anne Hollander aonde ela faz uma comparação do significado das roupas pretas anteriormente quando eram tratadas simplesmente para ocasiões fúnebres e com conotações de tristeza e perda, até que no final do século XVIII ´começa a ter uma conotação de elegância e poder.
Talvez a razão para que o terno seja mais elegante que uma camiseta e um jeans seja uma razão social e não filosófica, algo sobre o comportamento na sociedade moderna. O fato é que as roupas em geral já passaram por grandes transformações e que o verdadeiro significado das roupas seja algo completamente arbitrário e que possa ser modificado de pessoa por pessoa, cultura por cultura.


sábado, 14 de dezembro de 2013

All Black

Ao longo da história da indumentária o preto foi tratado como uma cor vazia, algo que transmite tristeza."O preto é de uma grande riqueza e tem muitos significados, mas seu valor mais reconhecido e fundamental ainda é sua associação com a escuridão e com a noite, e com o imaginário natural e antigo que conecta noite e morte". Na Termodinâmica o preto é a absorção da eletromagnética, ou seja, a luz, por esse motivo o Buraco Negro tem esse nome por ter a capacidade de absorver entre outras coisas até a luz. mas voltando a moda, O preto tem o seu significado diferenciado em cada cultura ou povoado mais ainda o que prevalece é a sua conotação de pessimismo, em alguns povos e culturas pode ser usado para diferenciar os jovens dos mais velhos, há algum tempo era a veste predominante dos monges e religiosos,e ainda usado mais precisamente no século XIX para diferenciação dos sexos enquanto os homens usavam o preto as mulheres vestiam o branco a cor da pureza.
óculos: Ray Ban
Jaqueta: I don´t Know
T-shirt: Luigi Bertolli
Calça: Riachuelo
Coturno: Bluesteel

Como diz John Harvey "é no negro dos homens que está o poder. ele tem gravidade e virtude" a partir do século XIX e com a moda dos Dândis que o preto começa a ganhar lugar na indumentária masculina sendo sinônimo de elegância e poder,"através dos tempos o uso dessa cor, uma cor sem cor,sem luz, a cor do pesar, da perda, da humilhação da culpa,... foi adotado pelos homens não como a cor do que eles perderam ou não possuem, mas precisamente como a marca do que eles tem: posição,bens,autoridade". a recém nascida burguesia londrina começa a adotar essa cor como seu "uniforme" pessoal por isso que o terno dos bancários é tão marcante ate os dias de hoje, ou seja uma contradição que vemos uma cor que é o significado do nada, do pessimismo e do rancor passa a ser a cor que refere-se a elegância, bem está social e poder. 




mais o que foi feito para que  a cor que representa o nada tomasse o lugar do colorido da indumentária barroca do século XVIII? algo me diz que foi em parte "culpa" da Revolução industrial e o tom acinzentado que tomou conta de Londres e de toda a Europa no período de transição entre esses séculos não teria motivo mais para tanta cor e colorido, afinal, a Nobreza estava perdendo o lugar para os jovens burgueses sérios e trabalhadores.
Ainda citando Harvey "na verdade é no seculo XX que o lado mais escuro do negro dos homens chegou ao seu climax, nos anos anteriores a segunda guerra mundial. mais recentemente, e talvez usado mais por mulheres do que por homens, o preto tem voltado de tantas formas e tao frequentemente a alta costura que somos tentados a pensar nele como a moda definitiva, da qual a alta costura se afasta continuamente" é o preto a tendência que nunca saí de moda é o "all black" que trás sempre glamour a um look básico "as modas do preto tem tendencia a durar a ser uma moda da antimoda" uma aposta sempre que dará certo afinal todos gostam de um toque sombrio no visual.


Fotos por: Jéssica Luiza

Texto feito com base na leitura do livro: Homens de Preto de John Harvey



quinta-feira, 17 de outubro de 2013

O Dândi:

O dândi foi um estilo ou modo de vida que surgiu na Inglaterra na virada do século XIX, Homens que tinham um certo vício pela aparência se vestiam com roupas simples porém de bons matérias e que não necessariamente pertenciam a aristocracia.








 Eram homens que faziam parte da recém formada burguesia do final século XIX, andavam bem sempre acompanhados, com artistas,músicos e membros da alta sociedade e frequentavam as universidades tradicionais como Oxford. Penso que eles foram os primeiros It-guys,hipsters,fashionistas da história (rsrsrs).  O escritor Thomas Carlyle escreveu o Dândi como sendo " Um homem que usa roupas, um homem que tem como profissão, ofício e existência usar roupas. Todas as faculdades de sua alma, espírito, carteira e pessoa estão heroicamente consagradas a esse único objetivo, o uso sábio e correto de roupas: de tal modo que assim como outros se vestem para viver, ele vive para se vestir"
   "Se um Homem comum se vira para olhar para você, então você está bem-vestido;está ou engomado demais, ou apertado demais, ou na moda demais" disse Beau Brummell o maior Dândi da história. Combinando sempre requinte com simplicidade, não usavam roupas exageradamente extravagantes, mas sim roupas simples porém elegantes. Outro Dândi da história foi o escritor Oscar Wilde. Dotado de senso de humor corrosivo, tendência ao paradoxo, neste caso superioridade aristocrática, e vestuário espalhafatoso, Wilde se tornou ilustre pela maneira como retratou a sociedade britânica, além de traçar algumas das mais valiosas considerações literárias a respeito da juventude, das paixões e do amor.  O Brasil também teve o seu Dândi o jornalista e cronista João do Rio.
    



  Como os estilos perfeccionistas de hoje em dia sofreu muitos preconceitos também, sendo as vezes chamados de homossexuais quando começaram a frequentar as universidades tradicionais eram trajados de Snobs que seria um modo pejorativo de se definir esses homens, (joque no tradutor do google que virá aparecer as traduções como esnobe e não-universitário). Acho que hoje em dia qualquer um que consiga aparecer por seu modo de vestir e seus pensamentos pode ser considerado um Dândi quem quiser se inspirar que tal vê um pouco do estilo de Peter Doherty que pra mim é um grande exemplo do estilo Dândi atualmente, roupas tradicionais, simples, porém com um toque de modernidade



terça-feira, 15 de outubro de 2013

Militarismo e as Décadas de 30 e 40

   A moda do século XX foi muito refletida pelos acontecimentos econômicos,sociais e políticas desse século o que diferentemente vimos hoje em dia pois estamos passando por releituras do que já se foi visto(infelizmente é muito escassa a criatividade de nosso século).



     Se vê muito sobre a tendência Militarismo nas grandes passarelas nos últimos tempos, mas, aonde venho esse conceito afinal? Quando se fala em militarismo lembramos logo a Segunda Guerra Mundial pois sim, foi neste período que começaram as primeiras tendências militaristas que vimos. Porque? Oras não sei se alguém lembra das aulas de História do colégio mas, em período de Guerra a economia é voltada praticamente por completo para a Guerra e além do mais é um período conhecido como "Grande Depressão" por suceder a Crise de 1929 ou seja ainda tinha vestígios de desempregos e as pessoas tinham que economizar ao máximo  e o que reflete na moda da época é uma escassez de matéria- prima, tecidos etc.Tecidos pesados e resistentes como o Tweed foram usados. Existiam até produtos para fazer as roupas durarem mais tempo o que deixavam elas com aparência de gastas e surradas
    No plano social a moda passa a se inspirar por "obrigação" nos trajes militares assim as roupas ganhavam ombreiras e cores como o bege e o verde musgo. Na moda masculina os ternos eram geralmente feitos de linho, um material relativamente barato, ombros estreitos e calças mais curtas e mais justas, perdendo o colete, e a bainha das calças.
     No plano político  o Totalitarismo reinava desde o início da década de 30 pregando o conservadorismo, fazendo com que a moda tivesse este aspecto simples e conservador da época, assim a indumentária era feita com bastante simplicidade, diferente da década de 20 aonde a exuberância e Glamour eram pontos altos na moda da época.





Marc Jacobs  em 2011-2012 fez uma coleção inspirado no militarismo de 40, maravilhosa por sinal. E o hoje em dia o que se vê de Militarismo são estampas de camuflagem, coturnos na maioria em tons marrom colares pratas e com referência a guerra como granadas, e óculos Aviador.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Heroin Chic: Uma paródia não intencional do estilo de rua

Primeiramente desculpe ter ficado esse tempo todo sem postar, é que meu tempo está muito ocupado com trabalhos da faculdade e talz, mais vamos lá...

Yves Saint Lauren disse uma vez: "Abaixo o Ritz, Viva a rua!". seria uma premonição do que viria a acontece nos anos 80 e 90? na verdade, acho que não, pois desde a década de 50 já havia um certo estilo de rua na moda.

O heroin Chic foi uma tendência ou até mesmo um estilo de vida que teve muita influência na moda nos anos 90 ,que se idealizou por modelos pálidas e com manchas que representavam olheiras abaixo dos olhos.Como disse  Svendsen " Para ganhar atenção a moda abraçou o extremo oposto daquilo a que fora tradicionalmente associada, cobrindo o GLAMOUR COM SUJEIRA", acho que foi exatamente isso que aconteceu, porque na década anterior a moda estava passado por uma grande crise criativa o que levou algumas campanhas publicitárias a fazerem o que Svendsen disse ser oposto da moda, os criadores e fotógrafos buscaram se inspirar em pessoas normais das ruas, e em bandas do cenário de Seattle, como o estilo Grunge.Campanhas famosas por usar esse tema foram as da Calvin Klein, que abusava da sensualidade e magreza dos modelos um grande exemplo disso é a tão linda Kate Moss
  O Heroin Chic foi provocado pela vida social das ruas do início dos anos 90, o preço da heroína tinha diminuído e assim  um maior uso da droga, um grande adepto desse estilo em suas fotos foi o fotógrafo Davide Sorrenti que morreu por causa do uso da droga.
Foi uma tendência bem complicada de se definir como má ou boa pois trouxe bastante aprendizado para o mundo da moda, como por exemplo de que não é necessário usar de drogas lícidas e muito menos ilícitas para te rum corpo relativamente perfeito, tanto que no final dos anos 90 quando surgiu modelos como a nossa Gisele Bündchena Vogue diz que seria a volta da "modelo sexy".








quarta-feira, 31 de julho de 2013

A moda e o machismo





Ah!!! o Rei Luiz XIV, tão exuberante com suas perucas e saltos altos e ainda roupas especiais para assistir ao balé, sempre radiante, por isso o apelido de Rei Sol. Nessa época era normal o uso de perucas e salto alto por homens da nobreza os saltos eram usados por aqueles rapazes ou senhores que tinham uma estatura muito baixa, e naquela época ser alto era status para pessoas nobres. A vaidade era para ambos os sexos.O "terno moderno" nasceu dos luxuosos trajes da Corte Francesa que eram basicamente o colete, bermudas até os joelhos e a inusitada peruca introduzida pelas realezas europeias,mas, com a acensão da burguesia,os homens começaram a se vestir mais básicos, o nascimento do terno composto com o mesmo tecido deixa o homem burguês mais prático, e se diferencia dos nobres, enquanto a mulher se mata nos espartilhos e vestidos com metros e metros de tecidos.
Até Chanel sofreu com a imposição de "leis" masculinas, ao querer incorporar peças do guarda roupa masculino às vestes femininas por acreditar serem mais práticas e confortáveis,e realmente eram, sofrendo várias ofensas. Então porque não usar aquilo que lhe faz bem?
 Como temos visto recentemente vários desfiles apostando nas saias para homens, e ainda quantas fotos de homens usando salto que vejo por ai.
O machismo na moda não é somente com homens que se vestem bem e por causa disso são tachados de homossexuais, infelizmente o machismo está também para a mulher, e com a mulher, afinal o dito luta pela beleza no século XIX e início do XX com os espartilhos que podia até (e existem casos) matar as mulheres por falta de respiração por prender os órgãos e até quebrar costelas; e quando eu disse que está com a mulher: sim existem mulheres com um pensamento ultrapassado, pois quantas vezes já vi em lojas muitas delas comprando roupas para seus companheiros e dizendo "nossa ele não vai vestir isso é muito chegay", "nossa só gay mesmo para usar uma camiseta tão justa assim".
Já se foi o tempo em que o homem tinha que ser super tedioso com poucas opções de cores e modelagens. Exceto a excentricidade das décadas de 60 e 70, o Homem Moderno tem uma filosofia de achar, em questão de roupas, que para a mulher é tudo e para nos nada.


 Cara antes de dizer frases tão arcaicas, pense, que tão ajudar a abrir a mente do seu marido/namorado?
 qual o problema dele usar rosa, qual o problema de usar bermuda curta, qual o problema de usar saia?
Na infância já é definido que os garotos tem que gostar de azul e garotas de rosa. Qual o problema com a cor rosa? eu não entendo essa obsessão em achar que uma cor pode definir uma vida toda que a criança vai ter pela frente.
 Se for para você ser gay você vai ser gostando de futebol e carros ou gostando de salto alto e rosa e se for para você ser hétero você vai ser usando rosa e salto alto ou gostando de futebol e carros.














Então pense nisso! abra sua mente!

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Chapéu: acessório para Verão quanto para o Inverno

O chapéu existe desde os tempos pré-históricos, porém nesse época eram usados como modo de proteção, somente na Idade Média que começou o seu uso como um acessório. O chapéu so começou a ser usado na moda masculina a partir de meados dos séculos XIV-XIV, foi por volta dessa época que surgiram as boinas na Itália.
Durante a Revolução Francesa (1789-1799), quando as vestimentas foram influenciadas de modo a torná-las mais simples, surgiram os chapéus de copa alta de formato côncavo, que se desenvolveram até darem origem às Cartolas. Em 1900, o Chapéu Côco feito de feltro de lã e/ou pêlo era o mais popular, aparecendo alguns anos depois os chapéus de palha, os do tipo marinheiro, etc., sendo que a grande maioria dos modelos se originou no Reino Unido.
No Início do século XX os chapéus não tem sofrido muitas mudanças na moda masculina. somente algumas mudanças em relação aos materiais e mudança de cores, hoje em dia pode-se encontra chapéus até em cores fluorescentes.

Agora alguns modelos para vocês:


Chapéu Panamá: Mesmo tendo esse nome ele não é fabricado no Panamá e sim no Equador, este nome se dá pelo fato do Presidente americano Theodore Roosevelt  ter usado ele em uma visita ao canal do panamá, por esse motivo tornando-se moda pelos homens da época até a Segunda Guerra.ele ficou famoso no Brasil, nos subúrbios do Rio de Janeiro, junto com a acensão do Samba em meados da década de 20.




Chapéu de coco: Mais conhecido como chapéu do Charlie CHaplin ,é um chapéu de copa redonda e aba bem curvada dos lados, usado pelos homens no fim do século XIX. Na Inglaterra, após a Primeira Guerra Mundial, passou a ser aceito em ocasiões formais, substituindo a cartola. Feito de feltro de  ou pêlo, era muito popular e, até aos anos 50 e 60, era associado a homens de negócios londrinos.








Chapéu Fedora: também chamado Borsalino (vide seção abaixo), é um tipo de chapéu, ordinariamente em feltro, fabricado no formato do chapéu Panamá, e que fez grandesucesso no século XX, a partir dos anos 20, embora diga-se que tenha sido inventado em meados da década anterior (algo que não é preciso).
Fedora é um nome feminino russo, versão local para Teodora - e que foi tornado popular na peça teatral Fédora, de Victorien Sardou, feita para Sarah Bernhardt - e depois vertida em ópera por Umberto Giordano, em 1898 - grande sucesso no começo do século XX, tendo Enrico Caruso no papel de amante da personagem-título. Embora não haja ligação aparente entre o chapéu e a peça, o nome foi popularizado por esta.




sábado, 6 de julho de 2013

Anos 90




Os anos 90 foi uma década aonde aqui no Brasil passávamos por uma enorme crise advinda da ditadura militar , impeachment de Fernando Collor,com a grande ajuda dos eternos caras pintadas, e la fora o fim da União Soviética (aeeeeeee adiós comunismo) assim se consolidando o capitalismo, democracia e globalização♥♥♥  e o fim do apartheid na África e entre outros acontecimentos.

Na moda também foi um período conturbado de exageros em estampas e cores, as benditas calças coloridas que foram trazidas dos anos 80,  o jeans sobre jeans, O Grunge estourava e Kurt Cobain era a referência maior para esse estilo totalmente largado e que eu amo, camisas xadrezes de flanela, jeans totalmente rasgados e cabelos desarrumados. O pop só voltou com tudo graças a bandas de boy band e Britney Spears logo no final da década  e com ela veio a mini saia e piercing no umbigo
somente dando uma olhadinha nos seriados da época você consegue descobrir o que se usava:


The Fresh Prince From Bel-Air (Um Maluco no Pedaço): aqui a evidência é para o estilo hip hop com jeans com lavagens claras, jaquetas coloridas e tênis estilo nike






My so Called Life: um pouco do Grunge do início dos anos 90.Xadrez estilo lenhador,jeans surrado,misto de estampas e florais são algumas marcas desse estilo super abrangente.




Direto do Lookbook.nu:




quarta-feira, 3 de julho de 2013

Moda e contra-moda. Contra moda é moda

Algumas pessoas se dizem contra a moda, dizem não seguirem tendências e usarem o que querem, mas isso não quer dizer que você não esteja vinculado ao círculo fashion. Moda não é somente o que vem das passarelas e de pesquisas de tendências.Pode-se ver a moda no "pensar" em uma roupa para ir ao colégio ou ao trabalho.
 A moda vai se transformando e melhorando de acordo com as mudanças sociais e econômicas, como por exemplo a troca do glamour da década de 20 para a recessão da década de 30 e 40 pelo ocorrido em 1929 e o estouro da Grande Segunda Guerra, grandes saltos trocados por sapatos mais baixos e os homens com ternos desestruturados, normalmente de linho, de ombros estreitos e calças mais curtas e mais justas.
Desse modo a moda não é apenas o glamour pré-definido pelos que se dizem contra ela, a moda é uma transformação que passa por turbulências e acensões. Até os Punks e Grunges pertenceram a moda os Hippies que queriam sair do sistema capitalista aonde dizem que a moda representa também fizeram moda, a partir do momento que colocaram em evidência um estilo de comportamento e de expressão através de roupas estão fazendo moda. como disse a historiadora Anne Hollander "todo o estilo de roupas ATRAENTES em um determinado período[...]todas as formas de antimoda e não moda[...] roupas e acessórios daqueles que não tem interesse em moda é moda". Nunca se usou tanto jeans surrados em inspirações punks e camisas xadrezes de flanela inspiradas no Grunge. Se os Hippies la na década de 70 achavam que a vida levada por eles eram um modo de expressão e repúdio a sociedade e a moda é uma forma de se expressar e dizer através da imagem a sua opinião, então o Hippie fez moda a "contra moda" faz moda
A moda é abordada como um fenômeno sociocultural que expressa os valores da sociedade - usos, hábitos e costumes - em um determinado momento.
 A moda é além do que desfiles de alta costura  é um contexto maior, político, social, sociológico. Pode-se ver a moda naquilo que se escolhe de manhã para vestir, no look de um punk, de um skatista e de um pop star, nas passarelas.





"moda é a roupa cuja característica essencial é a mudança rápida e contínua de estilos"  (Elisabeth Wilson)

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Reviravolta

A Belle Époque, foi uma época de Glamour e ascensão da burguesia. Paris vivia uma enorme influência mundial, quanto mais deslumbrante eram as roupas maior era o poder social de uma pessoa. Worth dava os primeiros passos no que veria ser chamado de alta costura.
   Já dizia a Harper´s Bazar: " a mulher que não tiver um Tailleur Chanel está desesperadamente fora da moda".
  Se vestia o que a alta costura ditava, a moda era dominada por uma minoria burguesa, os considerados plebeus, operários, trabalhadores estavam completamente fora do ciclo da moda europeia.

“A Alta Costura dá às casas uma visibilidade única, podendo tornar a marca eterna.”
Didier Grumbach


 


  Mais quando que a massa começou a fazer parte desse ciclo? quando a moda começou a ser mais democrática? (não que ela seja completamente democrática nos dias de hoje) .
    No final da década de 40 e início de 50 surgem as gangues de motocicletas, os chamados bikers, como no filme Wild One com  Marlon Brando, formados por jovens soldados que voltavam da guerra com um gosto pela liberdade e aventura e os chamados Baby Boomers, os filhos da  II Guerra , foram os precursores na rebeldia, na vontade por liberdade a assim construindo uma geração de personalidade e muito estilo,andando pelas ruas exibindo suas jaquetas perfecto, tênis Converse e botas de motoqueiros, a partir da contracultura e a explosão dos movimentos ante-sistema,Liberdade sexual, pílulas, movimentos civis e feministas a moda e a sociedade em si passa a sofrer várias transformações.



 A grande massa popular passa a ditar moda, o que se vê na rua passa a ser inspiração para as grandes Maisons e grandes estilistas, Pierre Gardin busca semelhanças com os Mods, grupos de jovens londrinos filhos de comerciantes, ou Vivianne Westwood e o punk nos anos 70.
    E hoje em dia pode-se ver influências de street wear por ai, uma lolita no Japão, um punk em Londres, um rapper nos Estados Unidos e porque não a cultura nordestina brasileira.Um exemplo recente que acho oportuno para ser citado aqui é o desfile da  Saint Laurent com  uma pegada bem Grunge.
    Não mais uma minoria dominante dita o que é bom gosto. No que se diz ser tendência?
A tendência não é mais um mandato das classes altas. Uma camisa de flanela nos anos 90 pode ser tendência, tye-dye nos anos 70 pode ser o most do momento. Como eu costumo dizer:
  Não é mais a moda que dita o que devemos usar, mas nos que usamos o que a moda irá ditar.


sexta-feira, 31 de maio de 2013

Dica de Leitura: Dormindo com o Inimigo de Hal Vaughan



Bem vou começar o "Dica de Leitura" com uns dos melhores livros que ja li. Minhas duas paixões são política e moda e este livro se trata dos dois.





    Dormindo Com o Inimigo (A Guerra Secreta de Coco Chanel)  de Hal Vaughan.
    Um livro que conta a vida de Coco Chanel de um jeito diferente, mostrando sua vida e os acontecimento durante o período entre Guerras e o período da Segunda Guerra Mundial.
 O incrível envolvimento de Chanel com  Hans Günther von Dincklage um agente da força de inteligência nazista. Hal Vaughan tenta desvendar os motivos de tal envolvimento da estilista, como uma colaboradora oficial da Alemanha de Adolf Hitler durante a ocupação alemã em Paris, entre 1941 e 1944. o autor também mostra  a Greve das costureiras da Maison Chanel ocorrida durante a crise civíl da França e ainda um breve momento sobre a infância de Coco Chanel.

Chanel com Winston Churchill (um dos líderes políticos que mais admiro )
alguns historiadores afirmam que Churchill teria ajudado a salvar Chanel durante o julgamento em Paris.